sexta-feira, 25 de julho de 2008

Na Praça.

Esperança é a última que morre. Quem discorda?


Se encontraram em uma praça qualquer, casualmente, pouco mais de um ano depois do fim do relacionamento.


-Oi. – cumprimenta ela, sentando-se.

-Oi.

Foi um cumprimento frio, seco, sem qualquer emoção, olhar nos olhos ou aperto de mão. Seguiram-se dois minutos de silêncio até outra palavra sair de uma das bocas:

- E aí? Tudo bem? – ele pergunta.

-Tudo. E você?

-Aham.

Mais silêncio.

-E aí? Você ainda ta com a...

-Não, não. E você e o .....?

-Não, também acabou.

Uma bela garota passa, ele presta bastante atenção em sua ‘passagem” .

- Mas você não tem jeito mesmo, né?!?-resmunga ela, indignada.

-O quê?!?

-Mesmo o destino juntando, você faz o favor de separar, né?!?

-Separar o quê?

-Você acha que eu não vi como você olhou para aquela garota?

-E o que é que tem? Eu não tenho mais nada com você...

-Mas e quando tinha?

-Peraí! Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa...

-Ai, quer saber?!? Deixa pra lá, você não entende mesmo...-e ela se levanta e vai embora, desejando novamente que ele mude.

-Entender o que?? Que garota maluca!! – e ele se levanta e vai embora, desejando novamente que ela mude...



Na Praça - Paulo Oliveira.

1 comentários:

Ranzinza disse...

Pena que mulher não venha com Manual do Usuário...