Sorte de hoje: O livro é uma casa de ouro
Discordo.
Vejo os livros como mais que isso.
Livros são um universo inteiro, dourado e livre, muito maior que o nosso, preso por leis de gravitação, atração, constituintes e afins.
São, inclusive, uma fuga dos problemas do cotidiano, tem o poder de te abstrair, pelo tempo que durar sua leitura e sua concentração nela, dos pensamentos que não são produtivos para você, das tristezas e ainda, quiçá, alegrar um pouquinho seu dia.
Leia, pense e seja mais.
Meu conselho pra juventude.
Agora, vamos aos microcontos.
Você sabe o que é um microconto?
Como o nome diz, microconto é um conto, com dimensões muito reduzidas.
É interessante de se ver o que sai, e um ótimo exercício, contar algo com apenas 50 letras (sem contar o título, nem a pontuação).
Vou postar alguns meus aqui... espero que gostem!
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Manteve-se silente, até sentir o punhal nas costas.
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“Preciso permanecer neutra” – pensou a Suíça.
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-Alto o bastante?
-Sim!
-Tá esperando o quê?!
E o chão ficou rubro.
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Gritou, mas não ouviu sua voz. Estava surdo.
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Era ela que estava ali, mas por quê?
Não sabia, nem soube. Nunca.
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Beijaram-se.
Separaram-se.
Fizeram as pazes.
Repetiram.
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Livros & Microcontos
Postado por Papito Pindoba às 16:31 2 comentários
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segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Almas Gêmeas.
Estranho... não sei por que, mas agora pensei em mímicos.
Sei lá, acho que talvez mímicos sejam mais felizes que palhaços. Não, isso não tem nada a ver com o texto, apenas "pensei alto".
Rogério e Marli estão no carro, com Marli ao volante. O sinal fecha e Rogério observa o ônibus que para ao seu lado e divaga:
-Não é irônico? Por exemplo, ali, naquele ônibus, as pessoas que estão nele. Um homem que está nele pode estar ao lado do seu grande amor e não notar porque está ocupado demais olhando pela janela, e ela pode não notar que o homem de sua vida está ao seu lado porque está distraída lendo o jornal! Aquela pessoa que cruzamos na rua e perguntamos as horas, aquelas que estão na nossa frente ou atrás de nós na fila do banco, do correio, da padaria, enfim... Essas pessoas podem ser nossas almas gêmeas, e simplesmente não notamos porque estamos ocupados com outras coisas e às vezes basta um gesto simples, como olhar pro lado pra notá-la, como você, como agora!!
É a primeira vez que te digo isso, mas gosto de você desde, sei lá... Desde sempre! Mas nunca te disse isso, e eu nem sei o porquê não te disse antes, acho que por medo, mas o medo acabou, e eu queria saber se você, se eu tenho chance com você, eu só não quero que isso interfir...
-Desculpa Rô, você falou alguma coisa? Eu tava retocando o batom e não prestei muita atenção...
-Não, não é nada importante não. Olha lá, o sinal abriu...
Almas Gêmeas - Paulo Oliveira
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Relâmpagos.
Publico esse porque ontem choveu.
E também porque está cada vez mais difícil para mim ser imparcial.
Alguém entendeu?
A nossa vida é muito parecida com o céu: às vezes é claro e alegre como o dia, e às vezes, escuro e introspectivo como a noite, e sempre se alternam esses momentos de alegria e introspecção, como o dia sucede a noite, e vice-versa. E de vez em quando, aparecem as tempestades, seja dia ou noite, e relâmpagos com elas, e eles mudam a forma como enxergamos o céu, assim como as mudanças mudam a forma como vemos nossa vida.
O relâmpago é sempre rápido e efêmero, e por mais brilho que ele jogue no céu, ele dura pouco e logo o céu volta a ser como era antes. É aí que reside a dúvida: porquê então, as pessoas temem o relâmpago?
Será que é porquê é súbito como as mudanças que atingem nossa vida?
Ou será que é por ser efêmero e passar logo, por mais bonito que seja?
Pode-se entender o medo do relâmpago como o medo da mudança, mas, se pararmos para pensar, não há por que temer, pois por mais apavorante que seja o relâmpago, logo o céu volta a ser como era antes. Depende de nós encararmos os relâmpagos como um espetáculo da vida ou como susto após susto, com medo e espanto. Cabe a você encarar as mudanças como algo apavorante, ou como algo belo e brilhante, e especial e diferente, como cada relâmpago é diferente do anterior.
Sempre que chove, eu deito olhando a janela e vejo os relâmpagos riscarem o céu, e ouço a chuva bater no vidro, e ontem não foi diferente: dormi como um anjo, como não dormia há muito tempo.
Relâmpagos - Paulo Oliveira
Postado por Papito Pindoba às 12:27 1 comentários
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