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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Soneto da Existência.

Eu não me lembro exatamente quem foi que disse isso, pelo menos da primeira vez, mas a história realmente tende a se repetir, não?
E é verdade mesmo! Quantas vezes alguma situação que você já vivenciou, se repetiu?
Mesmo não sendo na mesma ocasião, com as mesmas pessoas, ou no mesmo lugar, o contexto era basicamente o mesmo, não?
Acho que a vida é sempre cheia disso: novidades, que na verdade, são sempre as mesmas coisas, mas com alguma coisinha nova, alguma coisinha melhor, alguma evolução, sendo mais fresca, mais bonita, mais inovadora.
O recheio da vida.
Foi então que resolvi publicar um sonetinho que fiz há algum tempinho.

É a história se repetindo...



Existe alguém

(Eu sei bem quem...)
Que vê além
Do meu sorriso

E desse alguém
(Que eu sei bem quem!)
Manter segredo
É um sacrifício.

Esconder o fogo, a brasa, a chama
Que arde nos olhos
De quem (te) ama

E, desse fogo, não tenha medo
Que eu te amo
Não é segredo...



Soneto da Existência - Paulo Oliveira

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Medo.

"Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar."
(William Shakespeare)

Como dizer melhor que isso?

Medo... tá bom, medo. Mas medo de quê???

Medo de que aquele par de olhos, doces, lindos, não me olhem mais do mesmo jeito.

Medo de não ver mais nenhum sorriso daquela boca que eu sonho, e que rio quando ela ri, ou morde os lábios.

Medo de poder sentir, no máximo, saudades.

Medo de não poder mais conversar com ela, ouvir sua voz, sentir seu cafuné, seu abraço, não sentir o cheiro de seu perfume, ouvir suas piadinhas, suas respostas, seus pedidos, medo de não vê-la mais, de perde-la, medo que ela me diga “não”.

E se ela disser “não”...?

...e se ela disser “sim”...?



Medo - Paulo Oliveira