Há seis meses, as coisas começaram a fazer sentido. Coisas que fiz, disse ou deixei de fazer sem um propósito aparente, de súbito se mostraram peças de um plano maior.
Não sei em que fase do plano o arquiteto Deus está agora, mas sinto que, no final, tudo vai dar certo.
Vou esperar. Não importa o tempo que passe.
Eu sou péssimo para apresentar meus textos, então serei sucinto com esse, que se chama "Sem Definição":
Texto!
Você sabe o que é “abacate”, certo? “Chocolate” você também conhece, também sabe o que é. Sabe me dizer quem é “Silvio Santos” se eu te perguntar, mas... Você consegue me dizer quem é “ela”? Como é “ela”? Em algumas palavras só, você consegue? Tenta...
Difícil, né?!
Talvez por que você não a enxergue como eu a enxergo. Eu sei que é ruim ficar sem ter o que dizer, sem ter como definir, ou descrever algo ou alguém... Mas o que dizer? Não tem o que dizer, quando você encontra alguém que é assim pra você: tudo!
Absolutamente perfeita, aquela que ri até das suas piadas mais sem graça, te acha engraçado até quando você é desengonçado, tem um sorriso doce, um jeito meigo, é inteligente e romântica, esforçada e engraçada, bonita e ingênua, paciente e impaciente ao mesmo tempo, e te dá uma sensação de que você pode confiar nela sempre, mesmo que ela seja sempre surpreendente, você sabe que ela nunca vai te decepcionar.
Ela tem um abraço carinhoso, que te conforta, mesmo nos piores dias, que te acalma. Só de vê-la, seu dia já valeu a pena... Conversar com ela é uma dádiva, sempre tem algo de bom pra te dizer, mesmo que a conversa não seja ao vivo! Pode esquecer o presente de Natal, o Bom Velhinho te deu um presente melhor do que qualquer outro: conversar com ela.
Ela te chama de doido, te deixa com falta de ar quando fala com você, ou olha na sua direção, e te dá aquela sensação gostosa de que você está caindo, sabe?! Uma espécie de friozinho no estômago, e sempre, não só “às vezes”, “algumas vezes”, ou “quase sempre”, literalmente é SEMPRE, te deixa gago, trêmulo, tonto com aquele sorriso, e aquele jeito de arrumar o cabelo, ou a risada dela, ou o jeito de tentar levantar uma sobrancelha só (em vão).
Até quando ela fala que vocês são “inguais”... Nem mil palavras poderão explicar o que é vê-la rir, ou até mesmo chorar... E, sem saber, vê-la te conquistar, mesmo sem querer, e você nunca conseguir esquecê-la, nem que você vá pra muito longe, ou pra perto, não tem como não pensar, 60 segundos por minuto, na pessoa que ela é... Por que ela é bem assim: sem definição, em nenhum dicionário.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Mudanças & "Sem Definição".
Postado por Papito Pindoba às 09:14 3 comentários
Marcadores: arquiteto, definição, dicionário, ela, ingual, mês, plano maior, propósito, texto
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Solteiro.
Bom, eu postaria esse textinho no dia 14, mas como será num sábado, e eu não costumo "frequentar" a internet no sábado, postarei hoje mesmo.
Hoje é terça feira, está fazendo um solzinho bacana aqui em Santos, e, nos últimos dias, uma frágil esperança, que estava quase quase morrendo, renasceu, mais forte do que antes.
Fernando Sabino já disse isso, e sei que não adiciono peso nenhum na sua colocação, mas mesmo assim, repito e tenho mais certeza que nunca de que "No fim, tudo dá certo. Se não deu, é porque ainda não chegou ao fim"
Você, leitor, que é sério, moderno, culto e antenado, sabe que é hoje , dia 12 de junho, é o esperado e cultuado (e por vezes, e por muitos principalmente, temido e odiado) Dia dos Namorados. Você sabe também, claro, que o Brasil é o único país do mundo que comemora essa data hoje, apenas para satisfação e salvação de lojistas brasileiros, porque no Brasil, terra do futebol, carnaval, cachaça e bunda, o ano só começa depois do Carnaval (isso quando não é ano de Copa do Mundo!), e a data de 14 de fevereiro, dia de São Valentino, que mesmo contra a vontade do governo e da igreja casava casais clandestinamente, e por isso foi mutilado, torturado e morto (não necessariamente nessa mesma ordem), seria colocada em segundo plano, diminuindo e muito o lucro de floriculturas, bombonieres, lojas de roupas, calçados e perfumarias.
Você, que não tem namorada, e quando os amigos tiram um sarrinho de você, te chamando de “tiozinho”, é daqueles que diz:
“-Eu tô pouco me lixando pra isso, porque blá blá blá...” e desenrola convulsivamente algo parecido com o primeiro parágrafo desse texto, e, pra terminar, ainda diz:
“-E eu não sou como uns otários aí que vão perder um tempão do dia e um bom dinheiro pra comprar presentinho no shopping”
Mas você, leitor, que é sério, moderno, culto e antenado, mesmo dizendo e sabendo disso tudo aí em cima, ainda fica deprimido e suspira, assim como eu e outros e, também como eu e outros, não se importaria em gastar algumas horas de seu dia e nem de gastar uma graninha...
Porque, cá entre nós, é cruel passar o Dia dos Namorados assistindo Sessão da Tarde com a sua mãe...
Postado por Papito Pindoba às 11:52 6 comentários
Marcadores: amor, Bem, começo, Dia, dia dos namorados, ela, esperança, Fernando Sabino, fim, Namorado, são valentim, solteiro, tudo dá certo
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Livros & Microcontos
Sorte de hoje: O livro é uma casa de ouro
Discordo.
Vejo os livros como mais que isso.
Livros são um universo inteiro, dourado e livre, muito maior que o nosso, preso por leis de gravitação, atração, constituintes e afins.
São, inclusive, uma fuga dos problemas do cotidiano, tem o poder de te abstrair, pelo tempo que durar sua leitura e sua concentração nela, dos pensamentos que não são produtivos para você, das tristezas e ainda, quiçá, alegrar um pouquinho seu dia.
Leia, pense e seja mais.
Meu conselho pra juventude.
Agora, vamos aos microcontos.
Você sabe o que é um microconto?
Como o nome diz, microconto é um conto, com dimensões muito reduzidas.
É interessante de se ver o que sai, e um ótimo exercício, contar algo com apenas 50 letras (sem contar o título, nem a pontuação).
Vou postar alguns meus aqui... espero que gostem!
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Manteve-se silente, até sentir o punhal nas costas.
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“Preciso permanecer neutra” – pensou a Suíça.
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-Alto o bastante?
-Sim!
-Tá esperando o quê?!
E o chão ficou rubro.
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Gritou, mas não ouviu sua voz. Estava surdo.
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Era ela que estava ali, mas por quê?
Não sabia, nem soube. Nunca.
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Beijaram-se.
Separaram-se.
Fizeram as pazes.
Repetiram.
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Postado por Papito Pindoba às 16:31 2 comentários
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Café???
"Na sexta eu saí com uns amigos. Foi bem bacana!"
Tá, é uma frase padrão, mas é verdade.
Fomos pra um barzinho, vimos um joguinho de futebol na TV, tirei sarro da cara do Johnny, tiraram sarro da minha cara... daí a Kika chamou Johnny, Alex e eu para irmos até um aniversário num barzinho que ela ia logo depois.
Os 3, cansadíssimos, morrendo de sono, fomos?
Fomos.
Perto do barzinho, desaba um toró, chegamos molhados, e resolvemos não entrar ("e aí, vamo entrar?" "ah, se você for, eu vou" "ihh, nem tô muito afim..." "ah, então não vou não" "eu também não"), mas logo depois elas saem e resolvem ir até o McDonalds.
Nisso, eram 2 da manhã, mais ou menos.
Alex e Johnny encerram a noite por ali mesmo. Game Over. Eu não como no McDonalds, nada.
No máximo, a batata de lá, e sorvetes, mas é só. De sanduíche, Big sei-lá-que-bicho, ou outras ninharias que vendem por lá, mal suporto o cheiro.
Mas, bom, eu já teria que ir até a praia pra pegar o ônibus, acompanhei as meninas e o Éder até o McDonalds, e, mesmo sem comer nada de lá, no fim das contas, resolvi entrar com eles.
Ficamos por lá, tomei um sorvete (tava 21 graus, o que pra Santos é razoavelmente frio), e a gente ficou conversando:
"patati patatá"
"por que você tem essa música no celular? Não presta pra nada!"
"eu tomo suco de limão com couve"
"credo! Deve ser horrível!"
"você não vai com a minha cara?"
"só com 5% dela"
"piriri pororó"
"já é a quinta vez que toca essa música"
"pintei essa toalha a dedo"
"então vou jogar catchup nela! Toma!"
"meu avô que me chamava de mandrião"
"blá blá blá"
...enfim, amenidades.
As moças da limpeza levantando as cadeiras, passando pano... eram 6 da manhã.
"Ah... vamos ficar pra tomar café!"
Aham, tá. Ficamos pra tomar café.
Mas cadê o café???
Tinha até, mas nos serviram chá de camomila. 300 ml de chá de camomila.
Era exatamente o que parecia/cheirava/provava o café. Chá de camomila, e dos piores.
Até o cappuccino mal se salvava.
Ana e eu tomávamos e fazíamos careta, o Éder, com cara de sono, tomando o cappuccino com um olho fechado e outro aberto, a Marcela cochilava e falava "num gosto de café, nem de leite", e a Kika ria, acho que mais de desespero de não ter café no recinto.
A gente tinha marcado uma praia pra tarde de sábado, mas duvide-ó-dó que alguém acordou.
Ninguém tinha cafeína suficiente no sangue pra tanto.
Obs.: Não vou devolver o tempo que você gastou lendo esse post.
Aliás, se você leu até aqui, eu devo ser muito bom em escrever (ou você muito persistente.)!
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Novo Ano.
Um ano novo começou!
Isso é bom ou ruim? Quero crer que bom.
Sou um otimista por natureza (é, um vício e uma virtude ao mesmo tempo), não consigo deixar de pensar que esse ano promete ser melhor que o passado e pior que o que virá.
2008, pelo menos pra mim, foi o melhor ano que vivi até hoje, de longe.
Coisas ótimas que aconteceram, mas que não me sinto tão à vontade de comentar em um post, pelo menos não no momento. Talvez, quem sabe, porventura, em algum post futuro?
Outrossim, é que consegui terminar um pequeno poema que estava engavetado há algum tempo já.
Só tinha escrito a primeira e a última estrofe, mas faltava algo no meio... deixei-o lá, "marinando" e, de súbito, me veio na cabeça a estrofe do meio, inteira.
Agora, um trechinho de uma música do Hoodoo Gurus, "Come Anytime".
Ah, que som era aquele? Mágico, e, de certa forma, ressurgiu na minha vida em 2008 e, também graças a essa música, meu ano foi tão bom...
Aham, isso aí:
"Come anytime, I won't give you pressure
Come anytime - I can wait forever
And if you can't make up your mind
We could make it up together."
Tô me esquecendo de alguma coisa... Ah sim! O poema!
Não tem nome ainda, não reparem, e sintam-se à vontade para sugerirem algum.
"Sou o que sou
e quem sou... não importa!
O tempo, que te dita as regras
não se importa se não o sigo, às cegas.
Sou novo como a estrela que morre
e antigo como o botão que brota.
Sobrevivendo uma vida, na sombra
que uma vez julguei ser a humanidade.
Me engano a cada dia, torcendo pelo final.
Observo o vôo da gaivota
e sinto, me sinto mais perto da liberdade
e peço e rezo, rezo e peço algum sinal.
Impulsivo, compulsivo, obsessivo
não vivo, habito.
Como a pessoa que é sábia e não sabe
não moro, sobrevivo!
Ando no ritmo da cidade:
o semáforo, o carro, o apito..."
Postado por Papito Pindoba às 08:30 2 comentários
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Soneto da Existência.
Eu não me lembro exatamente quem foi que disse isso, pelo menos da primeira vez, mas a história realmente tende a se repetir, não?
E é verdade mesmo! Quantas vezes alguma situação que você já vivenciou, se repetiu?
Mesmo não sendo na mesma ocasião, com as mesmas pessoas, ou no mesmo lugar, o contexto era basicamente o mesmo, não?
Acho que a vida é sempre cheia disso: novidades, que na verdade, são sempre as mesmas coisas, mas com alguma coisinha nova, alguma coisinha melhor, alguma evolução, sendo mais fresca, mais bonita, mais inovadora.
O recheio da vida.
Foi então que resolvi publicar um sonetinho que fiz há algum tempinho.
É a história se repetindo...
Existe alguém
Que vê além
Do meu sorriso
E desse alguém
(Que eu sei bem quem!)
Manter segredo
É um sacrifício.
Esconder o fogo, a brasa, a chama
Que arde nos olhos
De quem (te) ama
E, desse fogo, não tenha medo
Que eu te amo
Não é segredo...
Soneto da Existência - Paulo Oliveira
Postado por Papito Pindoba às 10:14 1 comentários
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sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Improviso e Olimpíadas.
Eu não tenho escrito nada praticamente, não? Só postado crônicas e etc, mas enfim...
Eu estava navegando na internet outro dia, e na internet, como o nome diz, tudo é interligado, e uma coisa leva a outra, que leva a outra, e sua pesquisa no Google sobre pianos acaba te levando à um conto sobre um jardim de gardênias.
Eu não lembro muito bem o que tinha pesquisado, mas apareceu pra mim essa foto:
Pensem comigo: essa menina (qualquer uma das duas) só pode ter ganho medalha de ouro!
(www.instantrimshot.com)
Mas pensem mais longe ainda: e se ela não ganhou o ouro, mas a prata e/ou o bronze?
O QUE ELA FARIA SE TIVESSE GANHO O OURO?
(www.instantrimshot.com)
É, realmente não foi uma piada das melhores, mas é o máximo que eu posso fazer por hoje... ainda tenho que fazer um programa que mostre a média de um aluno, com base em duas notas, mas (nem tudo são flores) SEM USAR MATEMÁTICA PARA ISSO!
É... fácil fácil...
Postado por Papito Pindoba às 09:48 0 comentários
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